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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O meu alicerce é Deus! Será?



Estava conversando com uma amiga sobre uma palestra e ela fez o seguinte comentário: "Eu acho tudo que falaram muito importante, mas se não tiver Deus como alicerce nada funciona."

A pergunta que faço hoje é: O que é ter Deus como alicerce?

Ter Deus como alicerce não é crê em Deus, pois, segundo a bíblia, em Tiago 2:19 se lê: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.” O que Tiago está dizendo é que a fé não é somente saber da existência  Deus.

Ter Deus como alicerce não é fazer uma oração todos os dias pela manhã como parte da sua rotina diária.

Ter Deus como alicerce não é fazer uma leitura diária da bíblia para cumprir seu plano de ler a bíblia em um ano e prestar contas com alguém que está lhe acompanhando se você fez ou não a leitura.

Ter Deus como alicerce não é comparecer a todas as programações da igreja.

Mas, afinal, se ter Deus como alicerce não é nada disso que foi mencionado acima, o que é? Antes de falar o que é ter Deus como alicerce, vamos voltar ao comentário e analisar melhor o que foi dito. Primeiro, a afirmação "se Deus não tiver como alicerce nada funciona" está errada. Pois, o contrário não é verdade "se tivermos Deus como alicerce tudo funciona."

É comum ouvir cristãos compartilhando suas "bençãos" quando o que eles esperavam em suas vidas se confirmou, ou seja, quando "tudo funcionou" conforme eles queriam. Mas, infelizmente, é raro ouvir Cristãos compartilhando momentos (pois não chamam de benção) em que não tiveram o que esperavam. Ora, a bíblia diz que devemos ser gratos em tudo, então só temos bençãos se tudo funcionar como esperamos que funcione? Ou, se tivermos Deus como alicerce (sem ao menos saber o que significa isso), quer dizer que tudo vai funcionar? Não, isso não é verdade! 

Ter Deus como alicerce é buscar viver com base nos valores e princípios que ele nos deixou. Mas deixou onde? Na bíblia. Então tudo o que foi dito acima está valendo? Sim e Não. Sim, se você está fazendo com o propósito certo e não se você está fazendo apenas para cumprir um ritual, um check list, para "ficar bem na foto" com outras pessoas, para não magoar alguém, para não gerar conflitos, etc. Veja que o propósito faz toda a diferença!

Ter Deus como alicerce é em todas as situações da vida, em qualquer momento ou lugar você usar como parâmetros de pensamentos, sentimentos, comportamentos, decisões, ações e escolhas os valores e princípios bíblicos que de fato darão sentido real a esta frase "Eu tenho Deus como alicerce".

Bem, se você tem interesse em ter uma vida alicercada em Deus, o caminho é:

  • Leia a bíblia como quem realmente tem interesse em aprender o que Deus tem a ensinar através da sua palavra;
  • Ore agradecendo pelo que tem e pedindo com sabedoria à Aquele que pode nos dar muito mais do que pensamos ou imaginamos;
  • Aplique o que tem aprendido, não importa se pouco ou muito, no seu dia a dia, no seu ambiente de trabalho, escola, faculdade e família. Fé sem obras não tem sentido!
  • Faça parte de uma igreja onde seus líderes tenham mais que uma "declaração de fé", mas busquem uma "vida de fé" alicercada em Deus;
  • Participe das programações da sua igreja não para cumprir tabela, mas para crescer juntamente com outros e aprender com o propósito de viver e compartilhar de uma vida Cristã cada vez melhor, diante de Deus e dos homens
  • Brilhe, seja luz! A bíblia diz que "Brilhem como o sol nascente aqueles que amam a Deus."

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sexo, uma criação divina



Algumas pessoas têm a noção errada de que Deus é contra o sexo. É uma percepção equivocada, pois Deus é claramente a favor do sexo! Ele é o criador do sexo! Uma ideia incrível! Certamente não há e nem haverá um empreendedor no mundo que possa ter uma ideia melhor. Este é um assunto que não tenho o menor embaraço em falar e, certamente, Deus também não o tem. É importante lembrar que na Bíblia tem um livro dedicado a importância do sexo. É o livro Cântico dos Cânticos do velho testamento.

O meu propósito em escrever sobre este assunto é apresentar algumas verdades que talvez você não tenha escutado a respeito deste tema e permitir que você tenha uma visão clara e saudável sobre um assunto que é tão pouco falado nas igrejas e nas famílias.

Primeiramente, sexo não é pecado! Ter atração sexual por alguém, apreciar a beleza exterior, ter um desejo saudável pelo sexo em si são lícitos. Muitos cristãos interpretam o impulso sexual como uma maldição e não como uma benção. Isso é uma mentira! A nossa sexualidade foi criada por Deus.

Mas de que impulso estou falando? Estou falando de uma sensação que bate em nossa porta mais fortemente na transição entre a pré-adolescência e a adolescência. É quando os nossos hormônios começam a bombear e transformar o nosso corpo, cabelos aparecendo em lugares que antes não tinham, uma consciência sexual flamejante, forte e ardente começam a navegar por nosso sangue e ferver como um vulcão em erupção. Parabéns, se você passou por tudo isso, você é um ser humano! Ser uma pessoa com desejos sexuais é parte do que significa ser um homem criado à imagem de Deus.

É importante destacar e compreender que os nosso impulsos sexuais fazem parte da nossa natureza humana. Por exemplo:
  • Não tem nada demais em ser atraído por alguém ou perceber que esta pessoa é bonita;
  • Não tem nada demais em ter um forte desejo para praticar sexo;
  • Não tem nada demais em ficar excitado quando pensa em sexo
A questão fundamental em cada um dos exemplos acima é como reagimos a cada um dos estímulos e desejos dos nossos impulsos sexuais. 

Infelizmente muitas crianças, jovens e adultos tem uma visão deformada sobre sexo. Para mim, isso é consequência de uma exposição continua a falsas verdades, que foram alimentando suas mentes e corações. Assim, ao longo do tempo criaram um comportamento e ações completamente distorcidos sobre o sexo. 

Mas o que fazer? Vejo que há uma falha elementar que alimenta e dá espaço para as mentiras sobre o sexo que são difundidas no mundo. É a falta de tratar este assunto de forma clara, aberta, na medida certa e com os parâmetros certos. É preciso que a família e as igrejas pensem em maneiras de compartilhar sobre este tema de forma contínua e aberta. Eu reforço a forma aberta, pois o que vejo é cada vez mais sendo tratado dentro das famílias e nas igrejas como assuntos de bastidores, em reuniões separadas, como se fosse algo "de outro mundo" e não fizesse parte da natureza humana.

Temas como: "O desejo sexual do homem é diferente da mulher?", "O homem é estimulado diferente da mulher?" "Quem conquista, o homem ou a mulher?" São assuntos que certamente estão nos top five de dúvidas entres os jovens. Qual a razão de não tratar estes assuntos? Se não tratarmos, não tenham dúvida que eles encontraram quem trate, só não nos surpreendamos quando estiverem agindo com os parâmetros errados.

Saber que o desejo do homem é normalmente físico, enquanto o de uma mulher é mais emocional. Saber que normalmente o homem inicia o ato sexual e é estimulado visualmente e a mulher é estimulada normalmente por meio do toque. Saber que o homem é naturalmente um conquistador e isso o estimula e a mulher gosta de ser conquistada e até acha estimulante são informações que podem e devem ser compartilhadas para que todos saibam que Deus fez homens e mulheres para interagirem entre si. Compreender o plano de Deus ajudará a decidir que reações devem se seguir para que esses desejos e impulsos sejam usufruídos com a pessoa certa, no momento certo e da maneira certa

Se você gostou do assunto, procure saber mais sobre o que a bíblia fala sobre sexo e relacionamento. Tenho certeza que você vai se surpreender!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Viver o Cristianismo é simples, mas não é fácil


Infelizmente hoje está na moda criticar a Igreja. Mas, afinal o que está acontecendo? Existe uma expectativa errada a respeito do que as pessoas esperam da Igreja? O que deve se esperar de uma Igreja? A Igreja além de deixar claro o seu propósito está sendo coerente com as ações práticas?

Pensando em Igreja, podemos citar vários objetivos, tais como: enviar missões, organizar programações, construir sedes, cuidar da educação espiritual, criar departamentos, etc. O problema é quando a Igreja percebe tudo isso como objetivo e não como um canal, um meio. A Igreja existe para glorificar a Deus, evangelizar e discipular homens para Cristo na vida prática. E, se isso não acontece, a sede, a liderança, as missões, as pregações, a própria Bíblia não passam de uma perda de tempo.

Às vezes me vejo meditando sobre a vida Cristã e lembro-me de um livro que li chamado "Em seus passos o que faria Jesus?". Foi o primeiro livro cristão que li e que me fez perceber que a vida Cristã não era apenas uma questão de conhecimento sobre Deus. O livro nos leva a refletir sobre nossas ações como Cristãos e o que Jesus faria em nosso lugar diante de decisões e escolhas que temos que tomar em nossas vidas dentro e, principalmente, fora da Igreja.

O Cristianismo perde o sentido se for vivido apenas na Igreja. Mas isso todos já sabem não é? Sim, é verdade, sabemos. Porém, um propósito declarado é apenas uma declaração, ele só passa a ter credibilidade se observado na prática. As Igrejas estão criando e estimulando ambientes e práticas que incentivem uma vida verdadeiramente Cristã? Vejamos algumas algumas reflexões abaixo:

"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." Marcos 12:30,31. 

O que a declaração acima fala para a nossa vida prática? Como estamos amando a Deus em nossas ações no cotidiano? E amar ao próximo? Será se em nossa agenda nos importarmos com a pavorosa condição de homens, mulheres e crianças que estão morrendo, espiritual e fisicamente, necessitado de ajuda de cristãos? Será se nos importamos com milhares de pessoas que estão envolvidas em álcool e drogas, que morrem aos milhares todos os dias? O que estamos fazendo a respeito? Lendo, lendo e lendo a Bíblia, livros cristãos, tornando-se ovelhas gordas e mais gordas de teologia e sem nenhuma atitude prática? Isso é amar o próximo?

Conhecemos pessoas diariamente em dificuldades, sem emprego, sem trabalho, sem comida, com problemas de toda ordem, apelando muitas vezes para o suicídio quando veem que não estão conseguindo atingir seus objetivos. O que fazemos? Como Cristãos, podemos afirmar que não temos nada a ver com isso? Cada um deve cuidar de si? Não, não creio e nem aceito que deve ser assim. Não foi isso que Jesus ensinou. O que Jesus faria? Será se ele diria "Estou orando por você" e seguiria seu caminho tranquilo e confortavelmente?

Atualmente temos um número enorme de Igrejas e de Cristãos nominais. Mas é preciso uma reflexão profunda do que é ser Cristão. Penso que de uma forma não intencional muitas Igrejas estão fomentando um Cristianismo morno, um Cristianismo com muita ortodoxia e pouca ortopraxia, ou seja, muita teoria e pouca prática. Uma forma de discipulado centrado no crescimento pessoal e individual, formando ovelhas gordas, cheias de conhecimento, verdadeiros doutores da lei. Mas com pouco resultado prático. Quantos novos Cristãos foram discipulados por estas ovelhas? Poucos ou nenhum. Tem algo de errado! A ordem foi formai discípulos. Este modelo está produzindo um discipulado que o próprio Jesus Cristo não reconheceria como genuíno.

Se nossa definição de cristianismo se reduz a desfrutar os privilégios da adoração na Igreja, sermos generosos com os dízimos e ofertas, vivermos no conforto de nossos lares e buscar mais e mais conhecimento, então estaremos longe de seguirmos os passos de Jesus.

Viver o Cristianismo é simples, mas não é fácil. Temos que ter cuidado para não vivermos anos e anos numa vida Cristã fácil e nominal, sentados no banco de uma igreja, com a Bíblia debaixo do braço (ou no celular), elevando nossas vozes em cânticos de adoração e nos reduzindo a nós mesmos. Não acredito que é isso que Cristo quer para seus filhos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Como nós deveríamos viver?



É muito comum ouvirmos várias questões a respeito de como devemos viver. São conselhos, dicas, sacadas, opiniões, orientações, etc. Seja qual for a palavra que usar, todas são tentativas do homem de saber que caminho deve seguir.

Provavelmente, você que está lendo este post, assim como eu, também já deve ter se questionado sobre muitas coisas em relação a vida. E talvez já tenha ouvido ou lido muito sobre como ser feliz, como se relacionar com os outros, como se relacionar com a pessoa que você tem interesse em namorar, como se relacionar com os seus pais, como ser rico, como compreender o que acontece a sua volta e como se relacionar com um ser superior que muitos chamam de Deus.

Quero neste post compartilhar com você que encontrei as respostas a todas estas perguntas e muito mais no livro de Provérbios da Bíblia. Segundo muitos estudiosos, este é o livro mais prático do Antigo Testamento e, de uma certa forma, o mais prático de toda a Bíblia.

O livro de Provérbios contem sábios ensinamentos e aconselhamentos que nos ajudam a compreender melhor o que acontece a nossa volta, com as pessoas, com nós mesmos e com o Deus criador.

A organização do livro é composta por 31 capítulos e contém, principalmente, as declarações de Salomão, o terceiro e mais sábio rei de Israel (1 Rs 3:12). A maior parte do seu conteúdo, apesar de datado tradicionalmente do século X a.C é extremamente atual quando trata de assuntos relevantes da vida.

Seguem alguns conselhos extraídos do livro de Provérbios:

Conselho para líderes
Sejam honestos, humildes, justos, confiáveis, controlados e sóbrios

Dinheiro
Evitem esquemas que prometem riqueza rápida e fácil, preços injustos, cobranças de juros exorbitantes e suborno; reconheça as consequências ruins de se ganhar dinheiro desonestamente;compartilhe seu dinheiro generosamente com quem realmente precisa.

Uso adequado das palavras
Use as palavras que transmitam sabedoria, encorajem, protejam e edifiquem.

Uso inadequado das palavras
Evite a mentira, a calúnia, a fofoca, a falsidade, a zombaria, fala perversa, ostentadora ou agressiva.

Virtudes
Mostre coragem, diligência, humildade, generosidade, honestidade, integridade, benevolência, amor, paciência, autocontrole, confiabilidade, sobriedade, educação e sinceridade.

Vícios
Não adquira dinheiro desonestamente, não fique bravo ou perca a paciência, não suborne, não se torne um bêbado, um invejoso, um avarento, um hipócrita, uma pessoa injusta, ciumenta, preguiçosa, e, principalmente, não seja orgulhoso.

Trabalho e família
Seja fiel ao seu cônjuge; priorize a família sobre o trabalho.

O que resumi acima é apenas uma pequena parte. Quer uma boa dica de leitura para 2016? Leia o livro de Provérbios. Mas leia meditando, ponderando e fazendo a seguinte reflexão: como eu estou agindo em relação a este ponto? E, principalmente, a maior de todas as perguntas: o que eu vou fazer agora que sei o que precisa ser feito? Vou te ajudar. Simplesmente faça!

Os ensinamentos do livro poderão ser bastante úteis para a nossa vida (se abrirmos o nosso coração), pois ele sugere o caminho da fé, eficácia, da virtude e da sabedoria.

"Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas." Provérbios 3.5-6