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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O que é viver uma vida Cristã?

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Conforme 2 Coríntios 5:17: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

Porém, que evidências podem ser vistas em uma pessoa que é uma nova criatura, o que se faz de novo nesta pessoa?

Creio que Jesus Cristo veio com a missão de trazer a boa nova do evangelho, cumprindo um plano que está relatado em João 3.16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

Mas também estou certo que Cristo veio a este mundo para ensinar o que significa viver para a glória de Deus. E, para isso, ele fez questão de viver como nós vivemos, sentir como nós sentimos, inclusive as nossas dores, medos, angustias, tristezas, alegrias, etc. Vejo que tudo isso foi necessário para entre outras coisas, não criar uma imagem de um Deus distante. Embora saibamos que ele não precisava disso para nos conhecer, mas fez questão se esvaziar. É o que diz em Filipenses 2.7 "Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens".

Vivendo entre o homens ele nos deixou muitas lições, mas uma das mais marcantes para mim é como podemos e devemos ser verdadeiros filhos de Deus em nosso dia a dia. De acordo com os relatos bíblicos, naquela época os religiosos tinham muito zelo pela palavra, e acredito que alguns até bem intencionados. Porém, Cristo mostrou que até mesmo algumas das leis tinham sido colocadas pela dureza do coração do homem. Demonstrando o que estava nos bastidores da criação. Em várias ocasiões no novo testamento Jesus repreende os religiosos por aplicarem a lei pela lei.

Nos dias de hoje também não é difícil observar práticas semelhantes, onde líderes e irmãos zelosos (até bem intencionados) acabam ensinando as pessoas que viver uma vida Cristã é saber a bíblia de A a Z, estar todos os domingos na igreja, não faltar aos cultos de oração, ler um versículo todos os dias no plano de leitura anual e não faltar a nenhuma programação da igreja. E é claro, ser fiel a Deus, associando esta fidelidade ao pagamento do dízimo. Claro que não falam desta forma declaradamente, mas julgam e cobram a partir destes parâmetros.

Não estou afirmando com as observações acima que sou contra igrejas, cultos, leitura bíblica ou dízimo. Infelizmente, esse tipo de contexto acaba gerando uma inconformidade, onde muitos cristãos fazem uma diferença entre vida espiritual, ligada as coisas chamadas "da igreja" ou "de Deus" e vida secular. Eu entendo que é um completo absurdo! Nós somos um ser completo, único, simplesmente temos vida. Não deveria existir esta divisão entre vida espiritual e vida "isso" ou vida "aquilo".

Tem um livro chamado: "Em seus passos o que faria Jesus", que trata bem esta temática. Pois nos faz refletir através da narrativa de várias histórias de pessoas, em diferentes áreas da vida, que estão na igreja todos os domingos, mas as decisões que tomam no seu dia a dia estão bem distantes dos ensinamentos de Cristo. Mas, num dado momento, ocorre um evento (que não vou contar, claro rsrs) que as fazem enxergar que os seus corações estão na prática longe de Deus, o que reflete em seus comportamentos, ações e decisões.

Devemos ser Cristãos em todos os lugares, pois Cristo habita em nós. Os ensinos de Cristo devem nortear as nossas vidas onde que que estejamos e em tudo que façamos. Isso é viver uma vida Cristã!

O que nos faz Cristãos zelosos pela palavra é viver em todas as áreas da vida: família, igreja, trabalho e lazer procurando aplicar os princípios e valores que Jesus Cristo nos ensinou através da sua palavra. E vamos conseguir? Nem sempre. Mas devemos perseguir este alvo. Quando nos colocamos diante Dele, com humildade, arrependidos, ganhamos um aliado (Cristo) que nos permite enxergar de uma nova perspectiva, e não somos mais enganados como éramos antes com as coisas deste mundo. Em Cristo somos mais que vencedores, somos cheios de sabedoria, alegria, paz, e temos o verdadeiro sentido para a vida.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Viver o Cristianismo é simples, mas não é fácil


Infelizmente hoje está na moda criticar a Igreja. Mas, afinal o que está acontecendo? Existe uma expectativa errada a respeito do que as pessoas esperam da Igreja? O que deve se esperar de uma Igreja? A Igreja além de deixar claro o seu propósito está sendo coerente com as ações práticas?

Pensando em Igreja, podemos citar vários objetivos, tais como: enviar missões, organizar programações, construir sedes, cuidar da educação espiritual, criar departamentos, etc. O problema é quando a Igreja percebe tudo isso como objetivo e não como um canal, um meio. A Igreja existe para glorificar a Deus, evangelizar e discipular homens para Cristo na vida prática. E, se isso não acontece, a sede, a liderança, as missões, as pregações, a própria Bíblia não passam de uma perda de tempo.

Às vezes me vejo meditando sobre a vida Cristã e lembro-me de um livro que li chamado "Em seus passos o que faria Jesus?". Foi o primeiro livro cristão que li e que me fez perceber que a vida Cristã não era apenas uma questão de conhecimento sobre Deus. O livro nos leva a refletir sobre nossas ações como Cristãos e o que Jesus faria em nosso lugar diante de decisões e escolhas que temos que tomar em nossas vidas dentro e, principalmente, fora da Igreja.

O Cristianismo perde o sentido se for vivido apenas na Igreja. Mas isso todos já sabem não é? Sim, é verdade, sabemos. Porém, um propósito declarado é apenas uma declaração, ele só passa a ter credibilidade se observado na prática. As Igrejas estão criando e estimulando ambientes e práticas que incentivem uma vida verdadeiramente Cristã? Vejamos algumas algumas reflexões abaixo:

"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." Marcos 12:30,31. 

O que a declaração acima fala para a nossa vida prática? Como estamos amando a Deus em nossas ações no cotidiano? E amar ao próximo? Será se em nossa agenda nos importarmos com a pavorosa condição de homens, mulheres e crianças que estão morrendo, espiritual e fisicamente, necessitado de ajuda de cristãos? Será se nos importamos com milhares de pessoas que estão envolvidas em álcool e drogas, que morrem aos milhares todos os dias? O que estamos fazendo a respeito? Lendo, lendo e lendo a Bíblia, livros cristãos, tornando-se ovelhas gordas e mais gordas de teologia e sem nenhuma atitude prática? Isso é amar o próximo?

Conhecemos pessoas diariamente em dificuldades, sem emprego, sem trabalho, sem comida, com problemas de toda ordem, apelando muitas vezes para o suicídio quando veem que não estão conseguindo atingir seus objetivos. O que fazemos? Como Cristãos, podemos afirmar que não temos nada a ver com isso? Cada um deve cuidar de si? Não, não creio e nem aceito que deve ser assim. Não foi isso que Jesus ensinou. O que Jesus faria? Será se ele diria "Estou orando por você" e seguiria seu caminho tranquilo e confortavelmente?

Atualmente temos um número enorme de Igrejas e de Cristãos nominais. Mas é preciso uma reflexão profunda do que é ser Cristão. Penso que de uma forma não intencional muitas Igrejas estão fomentando um Cristianismo morno, um Cristianismo com muita ortodoxia e pouca ortopraxia, ou seja, muita teoria e pouca prática. Uma forma de discipulado centrado no crescimento pessoal e individual, formando ovelhas gordas, cheias de conhecimento, verdadeiros doutores da lei. Mas com pouco resultado prático. Quantos novos Cristãos foram discipulados por estas ovelhas? Poucos ou nenhum. Tem algo de errado! A ordem foi formai discípulos. Este modelo está produzindo um discipulado que o próprio Jesus Cristo não reconheceria como genuíno.

Se nossa definição de cristianismo se reduz a desfrutar os privilégios da adoração na Igreja, sermos generosos com os dízimos e ofertas, vivermos no conforto de nossos lares e buscar mais e mais conhecimento, então estaremos longe de seguirmos os passos de Jesus.

Viver o Cristianismo é simples, mas não é fácil. Temos que ter cuidado para não vivermos anos e anos numa vida Cristã fácil e nominal, sentados no banco de uma igreja, com a Bíblia debaixo do braço (ou no celular), elevando nossas vozes em cânticos de adoração e nos reduzindo a nós mesmos. Não acredito que é isso que Cristo quer para seus filhos.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Omissão e os seus efeitos na igreja


Existe uma armadilha que pastores e líderes devem tomar cuidado para não cair. É a armadilha de tentar manter a unidade e a paz numa igreja cultivando a omissão.

Uma vez conversando com uma moça sobre a disciplina na igreja, ela disse: "Não vejo sentido em igrejas disciplinarem as pessoas. Afinal, cada um vai prestar contas a Deus!" De fato, tem uma parte que ela tem razão, todos prestarão contas a Deus. E ela acrescentou: "Na minha igreja não tem essa história de disciplina."

Infelizmente, o que existe hoje em muitas igrejas é uma quantidade grande de joio no meio do trigo. Mas o que de fato chama a atenção não é a quantidade, mas o longo tempo que tais pessoas vivem e convivem no meio da igreja sem nunca serem confrontadas ou disciplinadas. 

É importante ressaltar que toda a igreja tem responsabilidade, pois todos os crentes que percebem esta situação não devem ficar omissos (Levítico 5.1). Porém, em maior parte, os líderes nessas igrejas pagarão um preço muito alto quando comparecerem diante daquele que ama as ovelhas, porque não tiveram coragem suficiente para se levantarem e confrontarem.

Muitas vezes a vaidade (sempre a vaidade) insiste em tomar um lugar significativo em nossos corações. Principalmente líderes, que em razão de uma reputação de não ter em seu histórico problemas em seus departamentos e/ou igrejas, preferem omitir-se do que enfrentar. Não obstante, aqueles que não fazem parte da liderança, também ficam amofinados, sentados, no meio de todo o teatro, dissimulação e mundanismo, com a justificativa: "Estou aqui apenas para adorar a Deus e ouvir a mensagem bíblica!" Esse pragmatismo não deveria ter espaço em nossas mentes! É um absurdo!

Desta forma, muitas igrejas ao longo do tempo ao invés de crescerem em Graça e Conhecimento do Senhor Jesus, transformam-se em verdadeiros oásis de hipócritas que se reúnem semanalmente para cumprirem meros rituais e celebrarem suas vaidosas reputações. Alimentando-se do discurso: "Há mais de 10 anos que na minha igreja eu não tenho problemas com os membros!" Talvez este seja um sinal que existe um grande problema. Omissão!

Penso que temos uma grande ferramenta nas mãos, mas pouco utilizada. Estou falando do discipulado pessoal. Hoje é muito comum nas igrejas membros que não tem ligação nenhuma uns com os outros. Aliás, tem pessoas que até se vangloriam que não sabem da vida de ninguém, que nunca visitaram a casa de ninguém, pois não querem criar laços de intimidade. Outro absurdo! Afinal, deveríamos ser partes de um só corpo. Compartilharmos as cargas. Não é isso? Mas como vou compartilhar cargas, se ninguém se envolve? Ou melhor, se ninguém se compromete com a vida do outro? Mas isso dá trabalho. É verdade! É preciso desenvolver um hábito. Talvez estruturar um programa de discipulado em pares seja um começo.

O pastor Martin Luther King disse o seguinte: "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."

Que Deus abençoe as nossas igrejas e nos dê sabedoria e coragem para não sermos omissos!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O que são teólogos de escritório?



É mais comum do que imaginamos igrejas com pastores e/ou líderes que são "teólogos de escritório", ou seja, tem gabinetes com livros e livros empilhados, falam e conversam sobre teologia no escritório, mas conduzem as igrejas e a própria vida longe da palavra de Deus.

Alguns chegam a pregar uma divisão de vida espiritual e vida secular. Será que é assim mesmo? Enquanto estamos na igreja somos espirituais e quando estamos fora não? É um absurdo! A resposta é definitivamente não, somos um só. Jesus chamava isso de hipocrisia.

As pessoas não querem mais ser confrontadas. Muitos líderes preferem manter a política da boa vizinhança a ter que aplicar uma disciplina bíblica. É uma crise de liderança! 

Paul Washer diz no seu livro 10 acusações contra a igreja moderna

"Alguns de vocês ficariam furiosos se um pastor viesse e lhes dissesse: "Sinceramente, tenho orado por seu filho e temo que ele não seja convertido". Vocês ficariam tão furiosos, que reuniriam um grupo para exonerar o pastor - em vez de admitir: "Oh, louvado seja Deus, temos um homem de Deus aqui!"

A teologia que serve apenas aos interesses puramente individuais e para ostentar algum tipo de vanglória acadêmica não tem valor nenhum diante de Deus. Por outro lado, aquele que busca conhecer mais a respeito das verdades da palavra de Deus, com o propósito de fazer a sua vontade, na dependência do Espírito Santo, por meio da sua Graça e Misericórdia, poderão usufruir da boa e agradável vontade de Deus em suas vidas e serão luz no meio da escuridão.

"Portanto, caros irmãos, rogo-vos pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual. E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12.1-2

sábado, 9 de janeiro de 2016

Quer saber qual oração mais manda pessoas ao inferno?



"A oração do pecador tem mandado mais pessoas para o inferno do que qualquer outra coisa na face da terra", diz Paul Washer em seu livro 10 acusações contra a igreja moderna.

Seguem abaixo alguns trechos do livro:
"Alguém diz: "Como você pode dizer isso?" Eu respondo: vamos as Escrituras e mostre-me ali, por favor! Gostaria muito de que você me mostrasse nas escrituras alguém que foi evangelizado dessa maneira. As Escrituras não nos dizem que Jesus Cristo veio para a nação de Israel e proclamou: "O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; agora, quem gostaria de pedir-me que entre em seu coração? Levante a mão.". Não foi isso que ele disse. Ele disse: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mc 1.15).
Hoje os homens estão confiando no fato de que pelo menos uma vez em sua vida eles fizeram essa oração e alguém lhes disse que eram salvos, porque foram bastante sinceros. Portanto, se lhes perguntamos: "Você é salvo?" Eles não dizem: "Sim, sou salvo porque estou olhando para Jesus e há grande evidência me dando certeza de ser nascido de novo". Não! Em vez disso, eles dizem: "Uma vez em minha vida eu fiz uma oração".
Decisionismo, a idolatria do decisionismo. Os homens pensam que estão indo para o céu porque julgam a sinceridade de sua própria decisão. Quando Paulo escreveu à igreja de Corinto, ele não lhes disse: "Vejam, vocês não estão vivendo como cristãos. Então vamos retornar aquele momento de sua vida que fizeram aquela oração e vejamos se foram sinceros.". Não, ele disse isto: "Examinai-vos a vós mesmo se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. (2 Co 13.5).
Hoje as pessoas perguntam: "Você quer ir para o céu?" Essa é a razão por que não deixo meus filhos irem a 98% das escolas dominicais e das escolas bíblicas de férias em igrejas evangélicas, porque alguma pessoa bem-intencionada se levanta e diz: "Jesus não é maravilhoso?", depois da exibição do filme Jesus. "Sim", respondem as crianças.
"Quantos de vocês amam a Jesus?" "Oh, eu amo!"
"Quem quer aceitar Jesus em seu coraçãozinho?"
"Oh! eu quero!" 
E depois são batizados. Podem até viver como cristãos por um tempo porque foram bem ensinados. Estão sendo criados em uma cultura cristã, um tipo de cultura de igreja. Mas quando chegam aos 15 ou 16 anos, quando têm força de vontade, começam a romper os laços. Começam a viver em impiedade. Vamos até eles e lhes dizemos: "Vocês são cristãos. Apenas não vivem como cristãos. Parem com seu desvio".
Em vez disso, temos de falar com eles biblicamente e dizer: "Você fez uma confissão de fé em Cristo. Professou a Cristo até por meio do batismo, mas agora parece que se afastou dele. Examine-se a si mesmo. Prove a si mesmo. Há pouca evidência de conversão verdadeira em você!" 
Eles se unem à membresia com a falsa moralidade cristã que envolve o "igrejismo". E, no último grande dia, eles ouvem isto: "Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade" (Mt 7.23)
Na obra de C. S. Lewis, Cartas de um diabo a seu aprendiz, na carta de número 12, Lewis narra o diálogo onde o diabo fica quase feliz em saber que uma pessoa ainda vai à igreja e ainda comunga, mas vive uma vida distante de Deus. Pura hipocrisia! Segue a fala do diabo extraído do livro de Lewis:
"Por esse motivo, fico quase feliz em saber que ele ainda vai à igreja e ainda comunga. Sei que há perigo nisso, mas qualquer coisa é melhor que ele perceber o quanto está distante dos primeiros meses da vida cristã. Conquanto ele retenha externamente os hábitos de um cristão, você poderá fazê-lo imaginar que é uma pessoa que adotou novos amigos e divertimentos, mas cuja vida espiritual ainda é praticamente a mesma de seis semanas atrás. E, enquanto ele continuar pensando desta maneira, não teremos de lutar contra o arrependimento explícito de um pecado explícito que ele reconhece totalmente, e sim apenas com a sensação vaga, mas ainda assim um tanto incômoda, de que ele apenas não tem se comportado muito bem ultimamente."

"O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." Marcos 1.15  

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Você sabe o que precisa ser feito? Então ...


Uma vez um filho perguntou ao seu pai: "Pai, porque o senhor mesmo sendo o dono do próprio negócio acorda todos os dias as 5:00 da manhã? O senhor não tem chefe para lhe dizer o que tem que fazer ou horário a seguir".

O pai parou o que estava fazendo, olhou para o filho e disse: "Filho eu sei onde quero chegar e qual o caminho devo seguir. Mesmo não tendo chefe eu sei o que precisa ser feito e faço".

Todos nós temos uma tendência natural de apresentar mil e uma desculpas para não fazer o que precisa ser feito. Porém, o pior de tudo isso é que normalmente culpamos as pessoas próximas ou distantes de nós por não fazermos o que deveríamos ter feito.

A consequência disso é que muitos de nossos planos, conquistas e realizações são cada vez mais adiadas ou mesmo nunca se concretizarão, pois o nosso futuro não começa amanhã, daqui há um mês, um ano ou dez anos. Ele começa hoje. O que fazemos ou deixamos de fazer hoje constrói ou destrói pouco a pouco o nosso futuro.

A questão é que não se trata de encontrar razoabilidade nas justificativas ou explicações e tentar convencer a si mesmo ou aos outros que você está certo. Esse não é o caminho! Precisamos fazer o que precisa ser feito e não apenas o que os outros nos pedem. Precisamos fazer o que é certo, simplesmente porque é certo, não pelo fato de ter alguém cobrando ou vigiando.

Devemos procurar mais desafios, pensar no que pode ser melhorado ao nosso redor, como podemos contribuir para ajudar na nossa família, na nossa igreja e no nosso trabalho. Enfim, onde quer que estejamos.

Você sabe o que precisa ser feito? Então ... faça!

"Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono?" Pv 6.6-9